domingo, 26 de abril de 2009

O melhor das músicas de Sogras - parte 4

Clip da banda portuguesa Mata Ratos, "A Minha Sogra é um Boi":


sábado, 25 de abril de 2009

Pra alguma coisa elas servem!

Pra alguma coisa as sogras servem: pra declarar como dependente no Imposto de Renda!

E como o prazo de entrega está findando (30/04/2009), nós resolvemos dar uma mãozinha a você, genro contribuinte, e ensinar como declarar sua sogra no Imposto de Renda.

Na seção "Dependentes" do programa do IR, use o código 51 (A pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador). Faça como na figura abaixo:

(se num estiver enxergando, clique na imagem pra ampliá-la)

Pronto! Agora é só esperar a restituição! Da sogra, não! Do imposto!

O melhor das músicas de Sogras - parte 3

Enfim, um genro com sorte!

Bezerra da Silva - Sequestraram Minha Sogra:



"Sequestraram minha sogra
Bem feito pro sequestrador
Ao invés de pagar o resgate
Foi ele quem me pagou"

domingo, 19 de abril de 2009

O melhor das músicas de Sogras - parte 2

Se você não sabe como se livrar da sua sogra, veja o exemplo de Dicró:



A animação é mei lesa, mas tá valendo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O melhor das músicas de Sogras

Pra começar, um brega rasgado de Cláudio Galeno, mostrando que acontece quando uma Sogra desrespeita a honra de um guarda-noturno.

Ouça aqui:

Barto Galeno - Bofete na sogra


O cantor não é Bartô Galeno. É Cláudio Galeno mesmo.

Cante aqui:

Bofete na Sogra
(Claudio Galeno)

Querida, estou te telefonando
Há um tempão esperando e você sem atender

Querida, estou quase algemado
Tem um cabo e um delegado querendo me prender

Querida, chame um advogado
Não deixe que me prendam, mande me soltar

Afinal, só foi dois bofetes que eu dei na tua mãe
Pra velha não me humilhar
Afinal, só foi dois tabefes que eu dei na tua mãe
Pra velha não me humilhar

A velha me chamou de corno
Que eu não sou homem pra você
Faria tudo de novo
Se eu sou corno, és prostituta
Fiz só pra te defender

Me chamou de vagabundo e que é você que me sustenta
Eu sou um guarda-noturno
A velha me humilhou
E eu passei-lhe a mão nas venta

Querida, já estou aqui mofando
Há três semanas esperando e você não vem me ver

Querida, estou desesperançado
Eu acho que o advogado está gostando de você

Querida, contrate outro advogado
Não me deixe aqui jogado no presídio é bem pior

Afinal, só foi dois bofetes que eu dei na tua mãe
Pra velha me tratar melhor
Afinal, só foi dois tabefes que eu dei na tua mãe
Pra velha me tratar melhor

A velha me chamou de corno
Que eu não sou homem pra você
Faria tudo de novo
Se eu sou corno, és prostituta
Fiz só pra te defender

Me chamou de vagabundo
Assim ninguém aguenta

Eu sou um guarda-noturno
A velha me humilhou
E eu passei-lhe a mão nas venta

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Recadastramento de armas

Deram no Terra:

Prazo para renovar registro de armas é prorrogado


Brasília - O prazo para recadastramento de armas de fogo, com registro gratuito, foi prorrogado para 31 de dezembro de 2009 pela Lei 11.922/09, sancionada na segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na terça-feira no Diário Oficial da União. O recadastramento gratuito havia encerrado em 31 de dezembro de 2008 e, partir de então, a taxa de R$ 60 passaria a ser cobrada.

* * * * *

O MAS (Movimento Anti-Sogras) adverte: não cadastre a bomba da sua sogra! Deixe ela ilegal pro mode a puliça apreender a megera!

terça-feira, 10 de março de 2009

Economizando sogra?

Bas noite!

Pro sinhô vê só cuma são as coisa...

Outro dia um amigo meu me troxe uma nutiça de jornal dizeno que um cabôco lá do Rio Grande já casô já cum três irmãs pra num tê que trocá de sogra. É cada uma...

Só pro sinhô num dizê que é mentira minha, pie só pro artigo:

Agricultor do RS se casa com três irmãs

Por duas vezes, Ari Hermes ficou viúvo e se casou com uma cunhada.


Um agricultor aposentado de Santa Cruz do Sul (RS) deve se casar pela
terceira vez, mas manterá o mesmo casal de sogros dos casamentos
anteriores. Por duas vezes Ari Inácio Hermes, de 62 anos, casou, ficou
viúvo e contraiu matrimônio novamente com uma cunhada.

”É muito ruim ser sozinho na colônia. Como eu já conhecia minhas
cunhadas, sabia que eram pessoas boas, em quem podia confiar”, explica
Hermes.

O agricultor conheceu as mulheres da família Agnes na infância. Aos 22
anos, ele casou com Ilária, que na época tinha 19 anos. As cunhadas,
que depois viraram mulheres dele, eram Mercilda, então com 28 anos, e
Ilse, 15 anos.

No casamento com a primeira mulher, que durou seis anos, Hermes teve
duas filhas. A esposa, Ilária, morreu de tétano. Com a segunda,
Mercilda, foram 29 anos de matrimônio e o casal não teve filhos. Ela
morreu devido a um câncer de útero. E, há quatro anos, Hermes mora com
Ilse, de 55 anos, que também tem duas filhas de um primeiro casamento.

O casal vive em Santa Cruz, planta apenas para sua subsistência e cria
alguns animais. No começo, o assunto foi motivo de brincadeiras na
comunidade, que já está habituada à situação. Os familiares também se
adaptaram, a exemplo da filha mais velha de Ilse, que de sobrinha
passou a enteada de Hermes.

”Aceitei numa boa. Quando meu pai morreu, eu já era casada, mas minha
irmã só tinha 14 anos e minha mãe não tinha condições de ficar sozinha
na roça”, comenta a agricultora Neusa Maria Spolben Bartz.

Além das duas irmãs que já faleceram, Ilse tem mais três irmãs e sete
irmãos. Questionada sobre o risco de ser trocada por outra da família,
ela responde rapidamente. “Não tem esse perigo. As outras não são
viúvas”.


(*Com informações do Zero Hora)
Agora me diga só se num é um disparate...!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O Paletó



Bas noite! Cuma é que o sinhô tá? Nunca mais le vi...

Mas pro sinhô vê só cuma são as coisa...

Ôtro dia eu fui a um desses casamento que tão na moda agora, com todo o mundo fantasiado, se vestino esquisito pra parecê matuto que nem nóis, e quá num foi o meu espanto conde topei de cara com Pai Fábio de Oitibumaré. Ele tava vestino o paletó mais jegue que já vi em minha vida, todo roxo, com um xadrezinho de risca de giz. O sinhô acredita?

Mas o mió ainda tava por vir, apois conde eu preguntei a ele donde foi que ele arrumou aquela veste, achando que ele tinha mandado fazê iscrusivamente pra festa, quage que caio pra trás ca resposta dele! Num é que o paletó foi do sogro dele? Isso mesmo, DO SOGRO dele! E mió: Foi o paletó com que o sogro dele se casou-se, e num era festa brega não, era a quintessência da chiquice em Areial, na terra sem-noção que inzeste no norte de Pernambuco, lá pulos anos 70. Aí eu brinquei:

- Homi, só falta agora a gravata de brabuleta roxa!

E num é que ele puxou uma gravata de brabuleta ROXA de drento do borso? A originá que o véio usô pra se amarrá?

Homi, seio não, depois desse empréstimo eu acho é que Dra. Absolut num se livra mais é nunca de Pai Fábio! Vôte!

Agora o sinhô me adiscurpe que eu vou lá drento dá uma aliveiada, mas fique à vontade, que a casa é pequena mas é sua, vi?

Ô minha fia, traga um cafezinho aqui pro moço!
Posted by Picasa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Você traiu o movimento Sogras, véia!

Pro sinhô vê só uma coisa:

Tem um amarelo aqui perto que casou-se com uma mulé braba que só a gota. Pior que siri na lata e que caititu encurralado. Essa mulé até que é gente boa, no tratável, mas não admite que ele beba. Pra ela homi bêbo é a pior coisa que inziste e faz questão de baixar a vassoura no lombo da marido quando sente a menor catinga de bafo de cachaça na boca dele.

Mas o cabra é esperto, metido a malandro, e sempre arruma um jeito de se safá. A maior nuvidade é que ôtro dia ele foi tumá uma, saiu do bar mais bêbo que peru em béspa de festa e, ao invés de ir pra casa apanhá, emburacou pra casa da sogra. Lá chegando, foi logo chorá nos braços da véia, que ia apanhar, que ia perdê a mulé, e tal e coisa, e coisa e tal, e tantas disse e fez que a véia terminou fazendo um caldo de galinha de capoeira prele, botô ele pra drumi e ainda foi dá conseio à fia pra deixá de coisa antes dele ir pra casa.

A véia curou a bebedêra do genro e ainda foi ajudá ele com a fia! Como é que pode? Só se ela tava de frebe!
Seio não, adespois ela encontra cum o tal do Dadinho Donabela e ele grita na cara dela: Tu traiu o movimento Sogra, véia!

Eu, hein? Vôte!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Redonda?

Mas o sinhô pare e veja.

O sinhô se alembra do causo que le contei ternontonte do cabôco que tava construindo uma casa? Apois piorô! Diz-que ele tava desenhano a casa do jeito que ele queria pro predêro pudê fazê dereito quano chegou a sogra dele e foi logo dizeno:
- Quando tu "fizé" a casa não se esquece de construir um cantinho pra tua sogra!

E num é que o cabôco desenhou a casa redonda pra num tê canto nenhum? Vôte!
Se essa moda pega vai ser um tal de casa redonda aqui por perto que vai ficá pareceno caixa de ôvo!

Ô essa menina, traz um suco de graviola aqui pro dotô!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Construção é dor de cabeça...

Pro sinhô vê...

Outro dia um moleque daqui de perto me veio pedir guarida por que tinha deixado a mulé. Condi eu perguntei a ele, veio a resposta:

"Ah, Coroné, essa história de construir casa é um sofôco. Eu tô fazendo a minha com muito aperreio, e tinha decidido fazer com dois quarto, um pra mim ca mulé, o outro pros menino. A patroa disse que não, que o bom era nóis fazê a casa com três quarto, um pra mim e ela e um pra cada menino. Eu ainda disse a ela que, como os menino é homi e irmão, num tinha pobrema, eles drumia no mesmo quarto e ficava tudo baratinho, mas ela insistiu tanto que eu captei a idéia dela no ar e gritei:

- Num venha não, que eu seio que o que você quer mermo é botar os menino num quarto e a quenga véia da sua mãe no outro!

Mas num é que só por isso ela me botou pra fora de casa?"


Pro sinhô vê... Agora, por causa duma pendenga besta dessa eu tive que desalojar uma póica pro homi pudê drumir no xiqueiro... Né fogo?

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Quase-sogra!

Bas noite!

Mas que maravia, o sinhô por aqui de novo! Ô essa menina, dê um pulo lá drento e diga que eu
tô mandano matá uma galinha pra armuçá aqui co dotô. Aliás, uma galinha não, uma perua! E bem gorda, viu? Que é pra carne tá bem molinha pro paladá apurado dele!

Mas o sinhô pie só e veja: minha amiga Maroca tá num desespêro medonhoso! Nem sabe mais o que fazê. Diz-que a fiota dela já tá com 14 anos, mocinha bonita e tal. Mas o sinhô sabe cumo é mãe, né? Pra elas os fio são sempre criança. Apois outro dia Maroca levou um suisto da gota: Abre a porta e vê um rapazinho, todo desmilingüido, parado, olhando prela, riscando o pé (de sandália havaiana, ainda por cima) no chão. Quando Maroca perguntou o que ele queria, o safardana disse que tinha ido buscar Maricota (a fia de Maroca) pra dar uma saída. Nisso lá vem Maricota lá de drento, toda arrumada, pega o vagabundo pela mão, dá um chauzinho pra mãe e vai saindo... Maroca diz que ficou parada na porta, com cara de besta, sem saber o que fazer, se chamava a menina de vorta pra casa ou se ligava pra puliça. E o pió: Tá com medo de ter virado sogra! Mesmo achando a menina muito novinha ainda, tá com medo de já estar no clima da sogrice. Me ligou desesperada.

Eu disse a ela que não adianta se aperrear, mais dia menos dia ela vai mesmo virar sogra, num tem jeito. Agora, quanto ao moleque, a pedido de Maroca eu vô mandar uns menino aqui da fazenda fazê uma visitinha prele com uns cipó de boi. Bora vê se despois dessa ele inda tem corage de rondar Maricota!

Agora bora lá pra drento, tomá uma cachacinha pra fazê beiço praquela perua que já tá cheirano!

terça-feira, 20 de junho de 2006

120

Bas noite!
Como é que o sinhô tá? Espero que bão do coração, sem nenhum pantim de saúde ou parente hipocondríaco le atormentano o juízo. Por falar em saúde, despois que tive um ataque de pantim no outro dia e pressurizei demais as veia, terminei tendo que ir a um raio dum mérdico do coração. Uma hora de espera depois o desgraçado quase que não olha pra mim e passa meimundo de inzame pra fazê. Marquei as desgraça e me fui-me. Hoje fui fazê o tal o inzame da esteira. Mas quá num foi o minha irritação! Primeiro que tinha hora marcada, mas mérdico que é merdico num respeita xongas de horário, né? Mais de uma hora de atraso despois, eu entrei numa saleta, com o peito todo raspado, meimundo de fio pendurado nuns trocinho que colaram ni mim e me botaram pra andar em riba duma maquininha cuma dessas esteiras que rola e se alevanta pra gente fazê esforço. Foi aí que me alembrei duma boa:

Em idos de 1900 e antigamente, Zélia Mentirinha tambem precisou de fazê um teste desses. Passou o dia todo em Recífilis (piorano a fama da cidade) e, quando chegou de noite em casa, não parava de falar sobre o teste, sobre a crínica, sobre a mérdica... Lá pras tanta veio com uma:

- Aí me botaro em riba daquela esteira e tome a acelerá, a acelerá, até que deu 120km/h, e eu correno, eu correno, até que pararo a danada da máquina.

O filho dela que tambem não presta, lembrou que nenhum ser humano consegue corrê tanto. Ela teimou e afirmou que correu a 120. E ficaro nessa de "corri", "num correu", e eu só quieto, cubano a véia... Me alembrei de encerrá a discussão:

- Dona Zélia, bora fazê o seguinte: A gente vai inté à BR agora, eu le amarro atrás do meu carro e açulero inté os 120. Se a sinhora quisé pará antes, me avisa e fica provado que seu fio que tava certo. Se não, fica provado que a sinhora tava certa e é a mulé mais rápida do mundo. Topa?

O sinhô topou? Apois ela tumem não! Mas menino! Mentira já tem perna curta, mas nesse caso num instante a gente pegou ela!

segunda-feira, 19 de junho de 2006

O celulá


O sinhô pie só e veja o que o meu amigo São Taê fez com o celular dele! Agora me diga só: E se essa moda pega?







Com a colaboração de Madama Ke.

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Um pesadelo

Bas noite!

Como é que o sinhô tá?

Homi, eu é que não tô lá muito bom, não... O sinhô tá me vendo aqui encorujado né de doença não, é de enjôo, mesmo. Apois esta noite passada, de onte pra hoje, num tive um dos piores pesadelos da minha vida? Apois foi sim, um pesadelo. Eu sonhei que, cum perdão da má palavra, Zélia Mentirinha me aparecia pela frente e uma voz me dizia que eu, pra num morrer, tinha que (ugh!) beijá-la.

E o pior é que eu fraquejei, Dotô! Eu, sujeito home, que mama em onça e num tem medo de nada neste mundo, fraquejei e, pra num morrê, beijei aquela desgraçada! Agora deu nisso, tô derna que me acordei gritando que não posso comigo. Ou tô vomitando (de nojo ainda, ugh!) ou então fico aqui pensando na vida, na fraqueza que eu tive no sonho... Será que isso quer dizer alguma coisa, dotô? Será que eu tô amoleceno? Será a velhice chegano?

Agora... O sinhô me adiscurpe que vô lá drento tomá um chazinho de boldo pra ver se paro de vomitar... Té mais!

terça-feira, 31 de maio de 2005

Duas armas?

Pro Sinhô vê cuma são as coisas...

Outro dia eu estava aqui na fazenda, trabaiano muito de bem com a vida, quando toca o telefone e era a minha amada patroa chorano, por que um vendedorzinho de meia-tigela tinha ofendido ela. Cuma num sou home de ficar olhando pras parede, botei logo Eusébio na cintura e acunhei pra Recife. Chegano lá, fui com a patroa resolvê esse pobrema. Já que a mãe dela tava sozinha em casa, levei junto, pra não ficar aperreando o cachorro.

Quando cheguei no fornecedor, fui logo soltano a voz pra chamarem o dono, que não trato com subalterno. O danado que veio falar comigo chega dava até pena de dar um sopapo, de tão pequeno e mole que era, acho que se ele levasse uma pancada de vento caía, mas eu não podia afroxar no meio da pendenga, né? Fui logo dizeno que não queria saber, o empregado dele tinha desacatado a minha patroa e tinha que, na mesma hora, vir pedir desculpa, que isso não se faz. O danado num tava lá, mas o tamborete de zona ligou prele na hora, e foi logo dizeno que eu tava lá pra resorvê-lo e que tinha levado duas armas. Claro que o safardana pediu desculpas à dona do meu destino, e nem era besta de não fazer o contrário. Quando tudo já estava arresorvido e um cafezinho da paz bem tomado, perguntei ao toco de amarrá cabrito cuma era que ele tinha visto outra arma comigo, se eu só estava com o meu 38 na cintura. Pie só pra resposta:

- Oxe! Esse aí bota medo, mas não tortura! O danado foi o sinhô ter trazido sua sogra junto. Aí é até covardia, até crueldade querer usar isso contra a gente, Coroné! Mas num se preocupe, se o sinhô num truxé mais ela aqui, eu le prometo que vai ficá tudinho do jeitinho que sua patroa inzigiu! Até boto o vendeô na rua!

O sinhô pie e veja... Num é que eu podia ser preso duas vezes por esse Estatuto do Crime e num sabiava? Agora vou começá a prestá mais atenção com quem ando...

segunda-feira, 25 de abril de 2005

É como onça

Bas noite! Como é que o sinhô tá? Bem? Se arrumando de novo ca patroa? Mas que maravia! Se assente aí pra nóis proseá! Ô essa minina! traz aí aquela cachaça azul aqui pro meu amigo prová! O sinhô prove essa, que meu amigo Cação troxe lá do Pioserão!

Oxe! mas o que é isso? O sinhô num me diga uma coisa dessa... Quer dizer que o seu irmão tá nessa situação? o negócio dele tá indo pras cucuia? Mas dá pra salvar arguma coisa? Nem a casa? Vai vender? Vôte! E ele já alugou um apertamento? Vige maria! Nem o do aluguel ele tem? E vai morar donde? Não! Peraí! O sinhô, que é home esclarecido, não vai deixar o seu próprio irmão fazê uma coisa dessa! Morar na casa da sogra? Homi... E ele é doido, é? Num sabe que não se mora na casa da sogra não?

Apois é como meu amigo Everaldo diz, com sabedoria de causa: Sogra é feito onça, todo o mundo tem que preservar, mas ninguem quer morar com ela. E seu irmão vai morar logo com a sogra dele? Num tem famia não que ajude, é? Oxe! Tá tudo apertado tumem? Marrapá... A vida dele vai ser um inferno, com a véia passando na cara dele cada grão de sal que ele comer, chamando ele de inútil, que não consegue nem arrumar um teto pra fia dela e os fios que ele fez, por que ele é um porco que suja tudo e num ajuda em casa, ele não vai poder drumi até tarde no domingo que ela vai chamar ele de preguiçoso, num vai poder acordar cedo por que é barulhento e estraga o sono dela, num vai poder comer pouco por que é enjoado, cospe no prato que come, num vai poder comer muito por que é um morta-fome, se tomar uma é por que é cachaceiro, se num beber nada é por que tá querendo parecer santo... A vida dele vai ser um inferno, dotô! Facissonão!

Oia, bora resorvê esse caso agora. Já que a famia dele num pode ajudá, ajudo eu: a casa aqui do Canadá num é muito grande não, mas dá pra gente arrumar uns 2 quartos prele e os minino. A gente vai dividino a feira e as despesas até quando Deus der bom tempo, aí ele arruma um canto prele, e eu pelo menos não vou cobrar aluguel nem peiticá ele por besteira. Tudo pra não ver um amigo sofrendo.

Agora vá ligar prele que eu vou inté a cozinha mandar as menina dá uma faxinada nos quarto pra esperar o pessoá!

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Aí tambem já é demais tambem!

Eita que alegria da peste! Pai Fábio de Oitibumaré aqui no meu alpendre de novo? Homi, se abanque aqui na cadeira de balanço! Ô essa minina, vai buscar ali drento aquela garrafa de Pitu antiga que o prefeito me mandou mais dois copos!

Mas Pai Fábio, o que é que o sinhô tá me dizeno?

Essa tambem é demais tambem da conta!

Quer dizer que a sogra desse seu criente disse uma vez que se alguma fia dela apanhasse do marido, ela ia ter tanta raiva que iria ter um treco, infartar, etc.? Que era capaz de morrer de raiva? Mas homi, essa é boa! E o que foi que o seu criente fez?

Homi, quer dizer que todo dia o cabra dá uma surra na mulé? Vôte! Aí tambem é demais tambem, Pai Fábio! Alguem tem que contar logo à véia antes que a moça morra de pancada, né? Colé o talufone dela?

Bora ligar logo, que se ela morrer inda hoje, dá tempo de enterrar amanhã de manhã, e o seu amigo já fica desincubido de dar a surra da mulé amanhã de manhã!

segunda-feira, 21 de março de 2005

Futura sogra de arromba

Hoje eu queria falar com o senhor sobre uma coisa bizarra que eu sube outro dia e até agora me arrupeia os cabelos da espinhela.

Meu amigo Nildo trabalha como um mouro. É médico e tem 6 empregos na cidade em que mora, mais uns plantões em cidades próximas. Construiu ao longo de muitos anos um patrimônio invejável, e tem hoje uma excelente estabilidade financeira. Num falta nada pra famia dele. Tem muié, que é mérdica tumem, mais dois fio que estuda merdicina na capitá.

Mas Nildo tem um hobby. Caro, é verdade, mas se ele pode pagar, por que é que num pode ter um desafogo? Algo que le dê alegria? Num é mió um home ter um hobby que tê uma mulé fora de casa? O hobby de Nildo é a fazendinha dele, onde cria umas vaquinhas de leite e um pouco de gado fino, que é a sua grande paixão.

Apois a mulé dele veve no pé do coitado, forçando ele a vender a fazenda, desistir do gado, se livrar tudo a preço de banana, desde que largue logo daquilo. Bota os fio contra o pai. A situação ficou tão ruim que Nildo vendeu a fazenda que tinha perto da cidade onde mora e comprou outra (escondido) a mais de 200km de distância, onde ele ainda cria gado, mas quase nunca vai ver, bota tudo em nome dos outros, de amigos, dos empregados. Chama os amigos "do gado" pra irem à casa dele, mas avisa logo que não se pode falar em vaca na presença da mulher. Isso é vida?

Agora o sinhô, que é home letrado, me diga mesmo, será que eu posso fazer alguma coisa pelo meu amigo? E pior, se essa muié é assim com o marido, avalie quando tiver genro!

segunda-feira, 7 de março de 2005

Pode não!

Bas noite!
Cuma é que o sinhô tá? Miorô? Aí tá certo! Nada como uma cachacinha com limão pra cortá uma gripe que tá chegano, né? Sem falar que é gostoso...
Apois o sinhô olhe e veja a situação de meu amigo Everaldo com sua sogra, Dona Jajá. Num é que outro dia a muié dele comprou umas coisas pra dar de presente a D. Jajá e guardou no quarto dela, D. Ceiça, justamente pra véia num vê. Pra cercar a zebra, avisou que ela num podia entrar lá. Poucos minutos depois a filha deles passa pela porta e vê D. Jajá fuçando na cama de Everaldo. Quando perguntou o que é que ela estava fazendo ali D. Jajá deu um pulo da gota e disse que tinha ido telefonar. Mas o que foi que houve com o talufone da sala?
- "ele fala muito baixo, e eu num oiço o que o povo diz do outro lado".
E os outros 5 aparelhos da casa, tambem tá tudo quebrado? Mas menino...
É por essas e outras que eu digo, sortudo mesmo foi Adão que não teve sogra!
Vôte!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

A volta do que não foi...

É isso mesmo. Eu seio que estava muito afastado, fazia tempo que nóis num proseava, mas o senhor há de convir que eu tumem tenho que tirar uma forguinha de veiz em quando. Preciso dar umas arejada, uma descansada pra poder agüentar a vida, né num é?

Mas vortando ao nosso papo, inda ontem eu tava com meu amigo Cação e sube que ele escapuliu de uma boa: Vai fazer uma segunda lua-de-melzada com a patroa dele, e vão dar uma viajada num navio desses que fica cruzando por aí. Dra. Caçona (a mulé dele) corre e vai contar pra mãe. Até aí marromenos, mas num é que descobrem que se ficar em quartos tripos o preço da diária cai? A véia correu a se oferecer-se pra ir com eles! Cação num teve dúvida, mandou ela numa cruzada e marcou a viagem dele pra cruza seguinte do mesmo navio. E ele é doido?

Enquanto isso, meu amigo Everaldo continua na sua luta pela santidade. cansado de ouvir a sogra dizendo o tempo todo que "não dormiu nada a noite toda", ele decidiu aloprar: Botou um gravador no quarto dela pra mostrar-lhe os roncos. Num é que ela disse que aquilo era de outra pessoa? Cuma é que ela podia roncar se nem dormiu? Everaldo ainda terminou sendo chamado de mentiroso, pode?

Agora o sinhô me dê licensa que vou ali tirar uma água do joelho e já vorto. Té mais!

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Atende!

Meu amigo Everaldo é mesmo um herói desconhecido...

Pro senhor ver, dos sujeitos que eu conheço, ele é um dos que tem a sogra mais dedicada. São Taê é outro. Mas voltando à vaca fria (ou é véia quente, o senhor que escolha), outro dia me alembrei de uma das melhores de D. Jajá: A história do telefone.

Estava Everaldo calmamente curtindo a sua semi-aposentadoria em casa, assistindo a um filme na Sessão da Tarde, quando toca o interfone da casa. Ele, como é natural, ficou quieto na cadeira, pois alguem atenderia lá dentro. Daqui a pouco vem D. Jajá carregando um controle remoto do portão e gritando:

- Everaldo, você não vai atender não? Atende, Everaldo!

E ele sem entender. Até que notou: Ela queria que ele atendesse AO CONTROLE REMOTO, como se aquilo fosse um telefone! Agora o senhor me diga uma coisa:

Pode uma coisa dessas? Num é pra torar a alça do corpete?

terça-feira, 5 de outubro de 2004

A cremação.

Bas noite!
O senhor tá bem? Espero que sim. A menina da farmácia disse que o sinhô tava de com pressão alta, que já tinha ido lá tirar a pressão umas treis veis mas ainda não tinha tirado o suficiente pra baixar a dita-cuja... Que tal o sinhô ter uma emoção forte pra dar um descarrego nessa emoção recolhida toda? Sugiro passar um dia passeando com a sua sogra no carro. É tiro e queda!

Outro dia aconteceu uma coisa até instrutiva na casa de um conhecido meu. A sogra dele morreu e ele, por via das dúvidas, mandou prontamente cremar a véia pra depois enterrar. A danada da cremação demorou que só a gota, e pra passar o tempo ele mais uns amigos descemos até um barzinho que tinha na esquina pra passar o tempo. Lá pras tantas cervejas, decidimos voltar pra ver se já tinha terminado. Ao chegarmos à sala do crematório, já tinha terminado mesmo e tava a famia toda reunida em volta da urna com as cinzas da véia sem saber o que fazer. Meu amigo não se conteve: Subiu numa cadeira, bateu palmas e quando todo o mundo (menos eu) pensou que ele ia fazer um discurso em homenagem à véia, ele disse:

- Pessoal, vamos todos agora dar uma salva de palmas em agradecimento ao assador!

Quando acaba não sabe por que é que a mulher quis se separar dele...



segunda-feira, 27 de setembro de 2004

A Penúltima

Meu amigo Everaldo não conta mais a última de D. Jajá, a sua sogra. Como ela está sempre aprontando uma nova, ele só conta a penúltima. Prova disso foi a história do almoço. Dia destes o filho de Everaldo foi visitá-la e levou a noiva. Como já eram umas 1230, D. Jajá ofereceu-lhes o almoço. Eles recusaram, pois iriam almoçar conosco. Ela insistiu. Eles recusaram de novo. Aí ela veio com a dela:

- Apois vou deixar de insistir mesmo, vai que depois vocês aceitam? A comida vem do restaurante só na quantidade pra mim. Deixa pra lá.

Quando os meninos estavam contando isso, Everaldo pega e diz:

- Essa não foi a melhor não, teve outra. Dia desses uma conhecida nossa foi visitar uma amiga lá no asilo dela e aproveitou e foi lhe fazer uma visita tambem. Tava na hora o almoço e a mulher é muito aproveitadora. Quando chegou a comida, D. Jajá ofereceu-lhe e ela prontamente aceitou. A véia chega pulou e disse:

- Oxe! Eu tava oferecendo só de educação! A comida é só pra mim mesma, dá pra mais gente não, viu? Vá almoçar em casa!

É por essas e outras que Everaldo dá graças a Deus pela idéia do tal de asilo...

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

Se meu Fusca falasse...

Bas noite! Cuma é que o senhor tá? Tudo em ordem? Graças a Deus! Se assente aí na cadeira de balanço e bora conversá!

Esse meu amigo São Taê num tem jeito mesmo. O sinhô acredita que só bastou D. Marieta-tá, a sogra dele, dizer que é botar ela drento dum Fusca que ela morria e ele mandou-se pro Feirão da Joana Bezerra pra comprá um? Só num comprou logo um onte por que num tinha do jeito que ele queria. Só tinha carro filé, e ele queria um todo enferrujado pra cercar a zebra, se a véia num morrer de raiva pode morrer de tétano, numa relada na porta. E ainda veio me dizendo:

- O senhor sabe, né Coronel, a gente numpode matar a sogra, mas se o carro matar ela, a culpa num e minha! Aí eu me livro de responder por ela.

Adevogado até nisso pensa, num é fogo?

Agora deixa eu ir inseminar uma vaca lá embaixo que já vorto! Vou mandar trazer um suco de sirigüela pro senhor!

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

A Ronda

Outro dia fui conversar com meu amigo Everaldo. Conversa vai, conversa vem, papo-furado pra todo lado, perguntei-lhe como ia de sofrimento com D. Jajá, a sogra dele. A resposta até que me assustou:

- Apois Yanossauro, num é que estou bem?

- Por que diabos você está me dizendo isso, Everaldo? Ela morreu?

Aí ele disse que não, muito pelo contrário tava com a saúde até melhor que a dele. Tanto que não dorme mais de noite, fica rondando por dentro de casa pra lá e pra cá. Pra lá e pra cá. Aí ele pôde finalmente dormir aliviado, pois tinha medo que alguem botasse um gato dentro da casa dele e matasse o "pinscher de guarda" antes de fazer o rapa na casa. Agora com D. Jajá rondando por dentro da casa que nem assombração tudo ficou melhor!

- O chato é quando ela se lembra de algum assunto e inventa de entrar no meu quarto e acender a luz a qualquer hora da noite. Acho que vou começar a trancar a porta de chave!

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Morando com a megera

Domingo passado, Dia dos Pais, liguei pra dar um abraço no meu amigo Everaldo, e como sempre faço nessas ocasiões, perguntei-lhe por D. Jajá, a sogra dele. Lá veio a resposta:

- Mas Yanossauro, num é que ela voltou a vir morar aqui em casa? Eu arrumei um depósito bom todo prela, pago tudo quanto é despesa, até telefonema que ela dá pro exterior mesmo sem conhecer ninguem fora de Pernambuco, e ela não gostou de lá e voltou aqui pra casa! Agora o que é que eu faço? Passei anos com aquilo aqui me aperreando, enchendo a minha paciência por tudo que eu fazia. Tocava o telefone e ela me trazia o controle remoto do televisor preu atender, só pra eu sair procurando o telefone. A comida nunca prestava, por que ela metia a mão na cozinha quando ninguem estava olhando só pra desandar o que estivesse no forno. Eu não podia dormir até tarde num domingo por que era preguiçoso. Não podia acordar cedo que fazia barulho e acordava ela. Agora o que é que eu faço? Tu num me arruma um arsenicozinho não?

Como sogra não se mata, claro que disse que não podia mandar o arsênico. Ate por que os meus cupins ainda estão com a gota. Deixa ele serenar um pouquinho que ela termina indo embora de novo!

Agora o senhor espere um pouquinho que já-já a menina vem lhe trazer um suco de acerola.

terça-feira, 20 de julho de 2004

O que não é a fama...

Pro senhor vê...

O cabra faz a fama de despois tem que deitar na cama. Num é que outro dia uma amiga minha, Dra. Crica, ao saber que eu ia tá numa confraternização (tô falano difíci hoje, né?), fez questão de levar a sogra p'reu conhecer? E ainda me disse que tava chateada, pois a sogra dela era a típica. Quando eu disse que ter uma sogra típica era mais que motivo prela ficar chateada, ela me corrigiu: Num era "A" sogra típica não, era a sogra "atípica", diferente, a sogra que ajuda com os netos, defende ela do marido, não dá pitaco na casa e ainda se deixar ajuda pra inteirar a feira. Isso num é sogra! É a mãe dela que ela levou pra empulhar nóis! Mas tem sentido uma coisa dessa?

Continuano com os tipos de sogras, descobri outro dia um tipo diferente: É a sogra que proíbe a filha de falar com ela. Ora, se não quer falar com a filha, que se dirá do genro, num é? Acho que vou me candidatar a ter uma sogra dessas...

Um abraço pro sinhô que vou ali ver como tá o siuviço e já vorto!

domingo, 11 de julho de 2004

O que o desespero não faz...

O senhor, que é homem instruído e cheio das leituras, doutor de anel no dedo, veja só a carta que meu amigo São Taê me mandou:

"Caro Coronel,
Mais uma vez envio missiva para, antes de tudo, agradecer-te por acoitar meu querido bacurinho em sua tão bela fazenda. O bichinho se livra da pior de todas as sogras e ainda aproveita para respirar o ar puro da Canadá. Ainda bem que ele está de férias.

Escrevo também para que me dê notícia dele e peço que faça isso da maneira mais discreta possível (manda a resposta pro endereço do meu escritório) porque a mãe dele, que um dia vai ser sogra também ? infelizmente ? tá doida sem saber pra onde eu mandei o menino.

Tive que tomar uma atitude drástica dessa, pois ela e aquela que nem atrevo a dizer o nome, como você bem observou, já estavam discutindo o futuro dos coitadinhos. Já tava chamando o menino de "meu genrinho". Como diz Mução: É demais!

Ainda bem que você interveio e me ajudou na fuga.

Um abraço e inté mais!
Taê"

Eu só queria mesmo era ter essa sua inteligência, aí do senhor! Aí sim é que eu ia poder dar uma resposta realmente boa pro meu amigo-irmão. De todo o jeito, veja lá se o que eu escrevi está prestano:

"Caro São Taê,

Escrevo esta na esperança que esteja tudo bem com você e minha querida Zelda. Já tinha lhe dito antes: Bacurinho eu não acoito, eu hospedo aqui em casa, e ele está na casa dele, onde manda e desmanda. Fazia tempo que eu queria mesmo o menino por aqui comigo, embora não nestas condições.

Ele chegou bem, e está passando melhor ainda. Todo dia pela manhã toma seu leite com bem muito chocolate ao pé da vaca, come o seu cuscuz com queijo e bem muita manteiga e ganha o mundo. Quando é na hora do almoço e ele chega, a gente fica conversando, e o bichinho já está arrependido da danação toda que fez em torno de Mariinha, e tento aconselhá-lo a como melhor sair dessa enrascada. Meu amigo Doutor tambem ajuda e aconselha.

A bronca está de noite... Ele está com medo de ir dormir, diz que tem pesadelos, sonha com a Bruxa Keka, com sogras horríveis atazanando-lhe a paciência... Mas a vida é assim mesmo, eu lhe digo, não adianta ter tanto medo de sogra não, pois a não ser que ele vire monge, sempre vai ter uma. Um dia esses pesadelos passam.

Diga a Zelda que ele está bem, com saudades e manda beijos, mas não arreda pé daqui (ou onde quer que você diga que ele está) até ela desistir dessa idéia dele namorar Mariinha tão cedo. Se ela (e Keka) desistir de pensar nisso, ou pelo menos quiser esperar uns 16 anos, ele volta logo pra casa. Se não vai ficando por aqui.

Em tempo: Aproveitei que ele está aqui e fui ao cartório de D. Alicia pra ultimar a papelada definitiva de adoção dele como meu sobrinho. Agora só falta tu dares uma passada por lá. Tambem já aproveitei e fiz o mesmo com Mariinha, mas pra evitar que você-sabe-quem venha aqui a Pombos, vou deixar e levar a papelada até Recífilis quando eu for por lá.

De mais, tudo sempre bom, a saudade de vocês é que é grande.
Um abraço do seu amigo-irmão,

Coronel Yanossauro."

E aí Doutor, o que o senhor achou?

segunda-feira, 5 de julho de 2004

O encontro

Pro senhor ver...

Tanto que Madama Keka fez e aconteceu que terminou havendo o encontro do meu sobrinho Bacurinho com Mariinha, a filhota dela.

Pra pressão em cima do menino ser menor, a gente marcou um encontro de uma ruma de amigos num caldinho lá de Recife, onde os meninos se encontrariam meio que por acaso, num ambiente mais calmo e relaxado. E deu o pior: Bacurinho, que é fogoso que nem pai-de-chiqueiro, já foi logo se engraçando pra cima de Mariinha.

Se fosse só isso já era bom, mas quando a gente vê, Keka e Zelda (a mãe de Bacurinho) já estavam em altos papos, discutindo o futuro, como seria a vida dos coitadinhos... Assim não pode! Lá pras tantas Madama Keka tava abraçando Bacurinho e tentando beijá-lo. Era um tal de "meu genrinho pra cá, meu genrinho pra lá"... o menino chega tava asfixiado! Agüentei o tranco até aí, mas quano vi o menino tentando se soltar dos braços dela, pulei da cadeira e disparei:

- Ô Madama, você querer um bom partido pra sua fia é ua coisa, mas se num aliveiar essa gana de ser sogra, a bichinha vai ser viúva antes mesmo da puberdade! Ô Bacurinho, venha pra cá que eu te levo hoje mesmo de volta pro Canadá comigo!

Só assim pra Mama Keka soltar o coitado. O bichinho passou o resto da noite encolhido na cadeira, choramingando de medo e arrependimento por ter se engraçado com Mariinha.

É... Acho que vou ter mesmo que acoitar o bichinho...


domingo, 27 de junho de 2004

A Sogra e o São João

Bas noite!

Esse Pai Fábio não deixa a gente em paz mesmo com as suas broncas com a mãe de Dra. Absolut... O senhor imagine que ele me ligou semana passada perguntando o que se faz no São João, quando a sogra chama a gente pra passar na casa dela...

O que eu respondi? Oxe! É simples: Veja só, é aniversário da bruaca? Se for, lascou! Faça que nem eu já le disse outro dia. É pra se lascar. Pro senhor avaliar só como é dramático isso, Zélia Mentirinha inventou de nascer justamente no 24 de junho! Só mesmo uma desgraça daquelas pra querer atrapalhar justamente a maior e melhor festa do ano, a maior festa nacional. Quando eu sofria daquilo, tinha uma regra: A noite de São João eu passava na fazenda, festejando com minha família, dançando, soltando fogos, comendo comidas de milho até estourar, enfim: Comemorando o São João decentemente, como tem que ser. No dia de São João eu dava uma passada na casa dela e já saía logo correndo pra não demorar. Teve uma vez só em que fiz a burrada de passar a noite de São João na casa daquela disgramada e ainda hoje me arrependo. Aquilo não comemora o São João! Não fez nem ao menos uma única canjica semipronta! A casa dela era a única da rua que não tinha fogueira acesa! Vôte! Chega tô arrupiado só de me alembrar!

Agora, se não for aniversário da bandida, o senhor avalie as opções. Se tiver uma festa que preste por lá e a sua famia num for fazer nada, vá. Leve seu próprio bacamarte, suas pamonhas e vá brincar a festa! Numa festa tão boa dessas é fácil de se ficar longe da sogra. Não escuente e se divirta, como bom Nordestino que o senhor é!

Agora me deixe dar um pulinho ali embaixo que vou ver se os meninos estão adubando direito a capineira. Té daqui a pouco!

segunda-feira, 7 de junho de 2004

Uma consulta?

Bas noite!

Mas que honra medonha! Pai Fábio de Oitibumaré aqui no Canadá? A que devo a honra dessa visita?

É honra sim e não abro mão nem por todo o dinheiro do gunverno! O único pai-de-santo homem (pelo menos em teoria) de Pombos vindo aqui é honra demais pra um pobre coronelão bruto que nem que eu!

Mas me diga lá o que le trouxe aqui! Ô essa menina! Vá lá dentro e traga uma cachacinha pra mim e uma celveja gelada aqui pra Pai Fábio! E já diga que tô mandano matar uma galinha gorda e fazer uma cabidela!

Sim... É aniversário da mãe de Dra. Absolut e o senhor quer saber se deve ir ou não? As regras pra aniversário de sogra são simples:

Se for na sua casa, não adianta. Compareça, e finja que está se divertindo. Arrume uns amigos, faça uma rodinha de conversa num canto e esqueça o resto da festa. Se perguntarem por que você não está falando com o povo, disfarce e diga que a conversa tá tão boa que você se esqueceu do resto da festa.

Se for na casa dela, tente adoecer ou viajar a trabalho. Se não der certo, faça o impossível pra chegar tarde, desde que não implique em brigar com a patroa. Quando chegar lá, tente escapulir de abraçá-la, mas se não der, deê um abracinho ligeiro e já saia correndo pra falar com alguem. Depois tente fazer o que lhe sugeri indagorinha pro outro tipo de festa.

Presente? O senhor ainda quer levar presente? Oxe! Mas num já tá fazeno o supremo sacrifício de ir à festad a megera? Pra que levar presente? Ela que fique contente de o senhor ir e ainda levar a filha dela! Mas se for indispensável pra fazer uma média com a patroa, sugiro dar algo bem baratinho, um relógio de feira, um enfeite bem brega, algo assim. De preferência embrulhado em jornal e amarrado com cordão. Usado, claro!

Agora, o melhor mesmo é não ir. Já seio: O senhor vai ficar aqui em casa! A gente vai agora armuçá essa galinha que mandei prepará, tomar uma, despois vossência vai ficar sem descondição de dirigir e pronto! Não vorta pra casa e não vai à festa! Que tals?

Agora deixa eu ir ali ao banheiro que o merdoim que comi ontem tá fazeno efeito!

segunda-feira, 31 de maio de 2004

A sogra da mulher

Bas noite!

Cuma é que o sinhô tá? Já se livrou da jararaca? Não? Homi, esqueça isso! Já le disse que num se deve matar sogra, pra quando a gente chegar no inferno o diabo num querer se vingar da gente por ter mandado aquela peste pra lá!

Mas agora me alembrei... Outro dia eu tava conversano com uma amiga minha que me chamou a atenção pra uma coisa engraçada: Quando a gente fala de sogra se alembra logo do genro, mas todo o mundo se esquece que mulher tambem tem sogra, e de um jeito pior!

Oxe! Mas tá! Se mulher já se odeia, vivem umas brigando com as outras, puxando cabelo, fazendo intriga e fofoca a torto e a direito, incrusive quando elas dizem que são amigas, agora avalie quando é sogra!

Qual é a mulher gosta de ver outra mulher, que ela já num gosta por instinto, levar embora o filhinho dela, com quem ela tem uma relação meio edipianosa? Outra mão feminina relando na carinha que ela passou talco? Aí tambem já é demais também!

Só pro sinhô não dizer que estou falando bestage de drento de minha cabeça, vou citar uns exemplos:

- Uma senhora conhecida minha vivia aperreando o filho dela pra que ele deixasse a namorada que ele tinha, e namorasse uma amiga da irmã dele, de quem ela gostava muito. Apois foi só ele acabar o namoro e ir se chegando pra perto da amiga da irmã que num instante a mãe dele começou a achar defeito na menina!

- Calciolândia, uma conhecida minha, tinha uma sogra que era a peste, vivia reclamando dela e enchendo-lhe a paciência. Quando o namoro acabou e o rapaz arrumou outra, num é que a véia foi ligar prela, chamando-a pra ir à casa dela, pra ver se acabava o namoro novo?

- Outra! Tem tambem a da mãe que só chama as namoradas do filho pelo nome ou da pinica de casa ou de alguma ex-namorada. Principalmente quando a atual mostra que não gosta da referência à ex.

- Já vi cada briga de sogra e nora pra ver quem vai no banco da frente do carro ao lado do filho/homem que só de contar cada uma é de ter uma crise de riso. E pra escrever tudo ia dar um livro!

Mas agora o sinhô espere aí um pouquinho que vou lá drento e já volto. Aquela cabidela de ontem tá fazendo efeito. Pertantinho!

domingo, 23 de maio de 2004

Eu gosto da minha sogra

Boa tarde! Como estão vocês?
Como infelizmente o nosso amigo Coronel Yanossauro não pôde estar aqui hoje (parece-me que foi fazer uma distribuição de terra pra uns MSTs, sete palmos pra cada), ele pediu-me que viesse fazer-lhes companhia.

Assim como o Coronel, tambem tenho a pecha de odiador de sogras, tendo inclusive sido alçado à categoria de Presidente do MFS (Movimento pelo Fim das Sogras), mas para amenizar um pouco essa impressão, decidi hoje só falar sobre boas sogras e coisas boas que sogras fazem aos seus genros. Como estou falando coisas boas, não há por que alguem se irritar, então pela primeira vez nesta varanda não trocarei os nomes de ninguem. Se não vejamos:

- Começo pela família, minha avó Lourdes que ajudava como podia os genros em má situação financeira, inclusive levando para passar temporadas em sua casa, tratando a todos com o mesmo carinho. Minha avó Tereza, que pararicava o meu pai tanto que ele chegou a chorar tanto em seu enterro quanto no de sua mãe..

- Duas sogras que eu tive, que tornaram-se outras mães de minha vida, D. Marias que, como morava em outra cidade, chegou a arrumar um quarto exclusiva e especialment para mim, para que eu não ficasse em um hotel quando fosse ver a sua filha. D. Conceição que chegou a defender-me de sua filha, em nossas discussões por bobagem.

- D. Antonieta, que atravessa semanalmente Recife de ônibus apenas para passar as roupas do genro que não está podendo pagar uma empregada.

- Sue, que criou a irmã caçula, tornando-se sogra e cunhada ao mesmo tempo. Emprestou dinheiro a perder de vista para o cunhado-genro poder comprar a casa própria.

E tantas outras, esquecidas e misturadas ao resto do joio.

A estas sogras, boas ou que fazem atos de bondade para os seus genros e a todas as outras, fica aqui o meu muito obrigado e minha pequena homenagem. Pois como dizia Sílvio Santos:

"Eu gosto da minha sogra,
Deixe falar quem quiser.
Ela é minha segunda mãe,
Ela é mãe de minha mulher.

Ela trata seus netinhos
com carinho e devoção.
É um anjo de bondade,
mora no meu coração!

Quem condena a sua sogra
Por um motivo qualquer
Esquece que a mãe dele
É sogra de sua mulher!

Neste samba eu exalto
Num elogio profundo
E dedico com carinho
A todas as sogras do mundo."


Muito obrigado e boa tarde!
Cristiano Nogueira

sexta-feira, 14 de maio de 2004

E mais essa agora!

O senhor, que é um homem estudado, pode me fazer o favor de me dá sua opinião? Recebi esta carta aqui do meu sobrinho Bacurinho e não seio mais o que faço. Pie só e veja:

"Tio Yanossauro,
Tô num aperto da bexiga e não sei como sair. Veja o senhor que Tia Keka começou a brincar com Painho que eu ia namorar Mariinha, dela. Até aí tudo bem. Mas agora Tia Keka fica o tempo todo reclamando com Painho que eu não vou lá, que Mariinha tá cum saudades... E eu nem sei do que ela está falando! Será que eu já tenho uma sogra? Eu num sou novo demais pra ter uma não?
Tô cum medo... Tu não quer me dar couto aí no Canadá não? Quero fugir logo antes que ela vire sogra mesmo!"

E agora o senhor, que é homem sabido e instruído, estudado em faculdade e de anelão no dedo, pode me dar uma luz, um conseio? Esse menino só tem 3 anos! O que é que eu faço, deixo o bichinho se acoutar aqui? Mas aí além de chatear meus amigos São Taê e Zelda, ainda posso arrumar pobrema com Madama Keka, que parece que é parenta da Bruxa Keka. Ainda mais se decidir virar sogra... Varei-te!

Só pra terminar essa conversa, enquanto o senhor pensa, me alembrei agora que meu amigo Flam, lá da Terra dos Marechais, me escrevinhou outro dia pra falar que numa praia em Sergipe tem um lugar chamado de Banco da Sogra. É uma croa, ou banco de areia, que fica todo debaixo d'água quando a maré enche. O cumarada leva a sogra pra lá, diz que vai dar uma vortinha, e deixa a maré encher pra levar a danada! Será que Bacurinho consegue levar Keka pra lá?

Agora té mais, que vou ter que ir dar uns gritos nos meninos lá embaixo...

domingo, 2 de maio de 2004

Em Busca da Desfeita Perfeita

Bas noite! Como é que o sinhô tá? Ainda de ressaca? É... Aquela bebemoração que fizemo dia 28, por causa do Dia da Sogra foi grande... Gostei da sua idéia de a gentes nóis ir ao cemitério dançá em riba do túmulo da sua sogra. Faz tempo que eu num me divertia tanto... E se alembra do pessoá que chegou despois e começaro a fazer o mesmo com as sogras deles? Agora avalie se isso pega! Todo 28 de abril a turma fazendo festa nos cemitérios! Isso sim é que é desfeita. Mas ainda num tá cem por cento boa.

Num le contei não? Já faz anos que tenho andado percurando a desfeita perfeita. Aquilo que indiguine tanto a desfeiteada que ela simpresmente suma da vida do genro. Ainda encontro. Outro dia eu ouvi uma canção antiga, duns moleques dum tal de Africa Bambaataa, que se chamava "Looking For The Perfect Beat", ou seja, "À Procura da Batida Perfeita". Como não sou músico, mas gostei do tema, decidi parafraseá-lo, para que fique mais próximo de mim: "À procura da Desfeita Perfeita". Virou mais um objetivo na minha vida. Aí saí atrás de desfeitas boas.

- Essa sua, de dançar em cima da cova da sogra no Dia da Sogra, foi uma ótima, embora ela não esteja mais vendo. Ou pelo menos a gente espera que o Diabo não a solte mais!

- Teve meu amigo São Taê, que um dia abriu a porta de casa e encontrou D. Marieta-tá, a sogra dele, na porta, com uma mala do lado. Perguntou quanto tempo ela ia ficar e como resposta ela disse que só até não quererem ela mais lá. Aí ele perguntou: "Mas não vai ficar nem prum cafezinho?".

- Tio Juzé estava enfrentando uma bronca séria em casa, pois a sogra dele estava se fazendo de doente pra ficar vivendo às custas da filha, ou seja, dele. Quando Tia Polly (mulher de Tio Juzé) veio pedir pra mãe dela ficar morando com eles, tio Juzé argumentou, muito justamente, que não tinham nenhum quarto vago em casa, e portanto a véia não poderia ficar lá. Aí tia Polly sugeriu dar uma arrumada em uma das garagens (a casa dele tem duas) e transformá-la em um quarto pra mãe dela. E ele na bucha: E onde é que vou guardar minhas ferramentas? Vou deixá-las, bem como minhas grades de celveja, tomando sol e chuva só pra acomodar tua mãe? Mas de jeito nenhum! Ela que se vire!

- Tem tambem as eternas, que sempre fiz com Zélia Mentirinha, como da vez que comprei um relógio na feira, embrulhei de jornal, amarrei com brabante e joguei em cima dela, à guisa de presente de aniversário. Tambem... Quem mandou nascer justo na Béspa de São João, a noite mais importante do ano, só pra atrapalhar?

Ói, vou ali ver como os meninos tão limpano a roça de mio, e o sinhô fique aí na rede descansano, drumino e peidano, que a casa é sua. Se o sinhô se alembrá de mais uma desfeita, ou suber de alguma, por favor me avise. Me ligue ou escreva pra yanossauro@pop.com.br que é favor. Té mais!

segunda-feira, 19 de abril de 2004

Meu primo Leonardo

Bas noite! Hoje o assunto tá mole. Esse banzo de começo de ano sempre me deixa ruim de memória.

Só me alembrei mermo foi de meu primo Leonardo, outro genro profissional dos que me aparecem na família. Esse cabra almoça e janta quase todo dia na casa da sogra, guardano os tique-ristorante pra sair com a patroa no final-de-semana. Pra não dizerem que ele é um aproveitador, de vez em quando ele leva um presente pra véia, um queijo ou uma barra de doce. Que ele prontamente come a metade na próxima sobremesa. Agora o sinhô me diga se esse cabôco é ou não profissional!

Meu amigo Zécarlos, mecânico de minha F-1000 Lindona, é um considerado um penador. Hoje está com duas mulheres ao mesmo tempo, sendo elas a quarta e quinta da vida dele. Outro dia, entre um arrocho num parafuso e outro, perguntei-lhe como era ter duas sogras. Zécarlos tirou os óculos, enxugou o suor da testa, pensou um pouco e disparou: Coronel, eu não tenho pobrema não. Uma delas eu só vejo a cada dois anos, e mesmo assim de rápido. Como semos intrigado e ela mora noutra cidade, eu chego na casa dela com a patroa e os meninos e mando logo irem as duas fazer uma feira. Enquanto estão na rua comprando bugingangas, vou até ao bar na esquina e tomos umas. Na volta das duas, fico esperando fazerem o almoço. Aí vou, almoço, boto a famia no carro e volto pra Pombos.

A outra sogra é mais fácil. Ela não fala comigo, e quando eu chego à casa da alfa-5, entro pela porta da frente e ela sai pela de trás. Só se falemos por recado, através da muié, quando é muito preciso mesmo. Aí a vida com duas sogras é boa! Praticamente não tenho nenhuma sogra, e ainda desfruto de duas muié!

É... Zécarlos quase que não tem duas sogras, mas ainda tem o gasto de duas muleres. Sabe de uma coisa? Sou rico pra poder sustentar isso não!

O sinhô espere um instante, que já mandei matar uma galinha gorda pra nóis comê a cabidela!

segunda-feira, 12 de abril de 2004

Meu amigo Cação

Cação, filho de Tio Juzé e meu amigo-irmão é a prova viva de que o raio bate duas vezes no mesmo lugar. Ele é filho de Tio Juzé, cuja sogra é digna de prêmio, quase tão ruim quanto D. antonieta-tá, a penação de Taê, o que por si só já é ruim, ser neto de uma coisa daquelas! Mas Cação casou-se com a filha de um dos piores tipos de sogra: A mandona. A véia não para a boca quieta e tem mania de se meter na vida dele! Deixa só eu contar uns causos da atribulada vida dele:

- Pouco tempo antes dele se casar Cação estava desempregado, esperando sair uma licença do Ibama pra poder tocar a empresa dele. Ou seja, não estava desempregado desempregado, só estava parado. Aí a véia pega, liga pra mãe dele, e passa uma meia-hora reclamano, dizeno que não criou filha pra sustentar marido desempregado e vagabundo e tals. Hoje, pouco mais de um ano depois do casamento, Dra. Caçona (a mulé de Cação) já pode até deixar de trabalhar, se quiser se dedicar à casa. Agora avalie a cara da véia!

- Caçona é oficial das Forças Armadas, e como tal não pode emprenhar antes de um tempo, ou perde o emprego. Mas a véia já decidiu que ela vai emprenhar agora, e que vai ser uma menina! Por isso já comprou tudo - TUDO - o que é preciso para a criança (detesto aquela palavra que começa com "e"), só que tudo roupa de menina. Inclusive já até mandou decorar o quarto para a menina! Pode uma coisa dessas? Quando perguntei a Cação como foi que ele agüentou isso, ele me deu uma resposta filosófica: Deixa, Coroné. No final das contas já economizei quase dois mil Real nessa história. Se quando a patroa emprenhar vier um menino, o gasto é pouco. E ainda é capaz dela encher as gavetas de novo com roupas de menino!

Esse cabôco é outro que quer ser canonizado! Pelo menos beatificado já cabe!

Um abraço que eu vou ali embaixo ver como vai a limpa do mio!

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Mais umas de Zélia Mentirinha

Bas noite! Como é que o sinhô tá? Miorô da gripe? Eu bem que le disse pra num ficar no sereno até tarde, namorando moça no portão! Agora aproveite que o sinhô é de casa, se assente aqui na beira do fogo e oiça mais umas historinhas de Zélia Mentirinha, pra poder se preparar pra quando conhecê-la de ao vivo, que Deus o livre!
- Que Zélia Mentirinha é a maior mentirosa do Agreste, o sinhô já sabe. Mas que mentiras ela conta nunca ninguem le disse, né? Apois aí vai: Ela conta que conheceu, namorou e casou com o finado defunto que morreu em 23, isso mesmo, vinte e três dias! Disse que o cabra era rico além de tudo, e que os filhos nasceram em berço de ouro. Só se for ouro-de-tolo, por que todos os filhos dele, dos dois casamentos, são hoje pobres. Ela se diz parente de todo o mundo, até de Roberto Carlos aquilo já disse que era prima! Sem contar que o finado "marido" era sobrinho de um ex-presidente da república! Agora me diga se isso tem jeito!

- Aquela miséra pegou umas pedras na vesícula. Diz-que quando aquilo tá na crise, dói de um cristão pedir pra morrer. Apois troquei meimundo de favor, usei umas amizades e usei uns amigos em Recife pra fazê-la ser operada logo, pra poder passar logo a dor e deixar de me aperrear. Como aquilo não tinha carro (torrou um fusca que tinha em televisor, e outras porcarias), eu levava-a nas segundas-feiras a Recife, pra fazer exames, consultas, essas coisas de pré-operatório. Agora imagine eu, minha ex-patroa e mais aquilo espremidos drento da minha Pampa véia, uma hora na estrada. Como aquela miséra é analfabeta, só sabe ler (mal) em voz alta, e no caso daquilo, era alta mesmo, aos berros. Ia gritando o conteúdo de todas as placas de sinalização que via pela estrada, com sua "agradável" voz de travesti, dentro do espaço apertado do meu carro. E eu aturando. Até que teve um dia em que não agüentei: Ela foi berrando mais que locomotiva no meu peduvido o caminho todo, e a filha dela ainda queria que eu dirigisse com cuidado pois aquilo estava na crise. Quando ia chegando ao hospital, em Recife, apareceu aquela tampa de bueiro aberta no meio da rua. A ex-patroa apontou pra frente e gritou: Olha o buraco! Num tive dúvida. Acabava com o carro ali, mas me vingava. Mirei a roda direita bem no buraco e acelerei. Quando o carro caiu com tudo lá dentro , com as duas rodas da direita, chega a miséra gemeu e chorou de dor. Segui viagem com um sorriso na cara, feliz pela vingança!

- Eu tinha porte de arma, tudo bonitinho e legalzinho. Mas deixei de andar armado. Por que? Quase que estouro os miolos daquilo umas duas vezes! Ainda cheguei a empunhar meu valente 38! Como não se deve jamais matar sogras (veja o SoGréia 1), achei melhor deixá-lo dali por diante em casa!

Agora o sinhô espere um pouquinho que vou lá dento buscar um mel de uruçu com limão pra ajudar na sua gripe!

terça-feira, 30 de março de 2004

A Sogra nos Para-choques de Caminhão

Este texto, tirado do livro "Sogras: Prós & Contras e Outras Conversas", foi-me graciosamente enviado pela minha amiga Sílvia Fernanda, que tambem é sogra nas horas vagas:

"Os pára-choques dos caminhões - verdadeiros compêndios da filosofia popular - também trazem legendas tendo a sogra como tema, legendas escritas nas noites mal dormidas, quando a comida é mal comida e a sabedoria popular resulta de tantos sonhos que se agasalham nos corações dos caminhoneiros que moram nas estradas e passeiam em casa. Tais legendas procuram, na maioria das vezes, traduzir o que cada um caminhoneiro pensa de sua sogra. Há os que detestam suas sogras e não perdem a oportunidade de ferí-las impiedosamente:
Sogra não é parente. É castigo.
Sogra boa é a que já morreu.
Feliz foi Adão, que não teve sogra, nem caminhão.
Deus fez a mãe, mas o Diabo inventou a sogra.
Não mando minha sogra para o inferno porque fico com pena do Diabo.
Quando sogra for dinheiro, pobre só casa com órfã.
Sogra por sogra, boa mesmo é a da minha mulher.
Sogra e arado só prestam debaixo do chão.
Duas coisas matam de repente: vento pelas costas e sogra pela frente.
Pior do que coice de burro só praga de sogra.
Sogra, milho e feijão, só debaixo do chão.
Corro, porque minha sogra vem aí.
Sogra é a segunda mãe, depois que morre.
Bígamo é o pecador que paga seus pecados porque tem duas sogras.
Sogra? Nem de barro à porta.
Morar com sogra é fazer vestibular para o céu.
Se sogra fosse coisa boa, Cristo não teria morrido solteiro.
Sogra boa é maravilha, uma nora nunca é filha.
Sogra e madrasta, só o nome basta.
A pior formiga do jardim de minha vida é a minha sogra.
Casei-me com a cunhada para economizar sogra."

Agora digam que sou só eu!
Um abraço e até outro dia!

domingo, 7 de março de 2004

São Taê III: O Retorno

Bas noite! Como é que o senhor tá? Pensei que ia me fazer uma desfeita, indo embora assim tão cedo! É isso mermo, visita aqui no Canadá é de cinco dias pra dento! Essa história de chegar, tomar um cafezinho e já ir indo embora eu num admito não!

Agora me deixe contar uma novidade que eu sube onte, esse meu amigo São Taê é simpresmente um portento! Veja só, ele queria trocar o talufone celuloso dele do normal pro tal de gêéssiéme. A TIManca ofereceu-lhe um aparelho que custava R$469,00, dava um desconto e deixava por R$199,00, mais R$100,00 em créditos de ligação, na conta. Ou seja, o talufone ia ficar por R$99,00, né? Agora é que veio o rasgo de inteligência de São Taê: Ele vendeu o talufone véio PRA SOGRA dele, por R$100,00, ou seja, trocou de aparelho e ainda ganhou um Real, à custa da sogra. É mole? Esse cabra é profissional! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL! É PROFISSIONAL!

E outro dia Flávio, um amarelo aqui do Canadá, veio me contar que a sogra dele está querendo matá-lo. Outro dia ele aproveitou as férias e foi passar uns dias em Itambé, na casa da bandida. E num é que a véia arrochou comida no coitado? E cada comida boa que só a gota, que ela até mandava buscar fora, pra ele. Ele passou uma semana lá comendo sem parar. Chega engordou uns 4kg! E veio me contar que acha que foi vítima de uma tentativa de assassinato por colesterol! É mole? Vôte!

Agora o senhor tire um cochilo aí na rede que vou ali dar uns gritos nos empregados e já volto!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2004

Direto da casa da Sogra!

É isso mesmo. Eu, Coronel Yanossauro, estou le escreveno direto da casa da sogra. Tô aproveitando uma folguinha que pude tirar nas minhas férias aqui na Ilha da Magia (Não, Pêdo Bó, aqui num tem nenhuma gia ruim não!) pra poder escrever pra vossência sobre as coisas que vi e ouvi porraqui.

Meu amigo Jordão num tem jeito mermo. Aquilo num vale uma cibalena partida ao meio! Num é que o cabra se cansou da sogra pegano no pé dele e contra-atacou? Outro dia, num churrasco que fizeram num crube daqui ele laçou o pé de D. Lada Niva e queria amarrá-la num lixeirão que tinha lá! Depois o bandido armou uma rede ao lado da lixeira mode a véia dormi. Quando foi de tardinha, D. Lada Niva drumino, o bandido encheu a lixeira de cascas de abacaxi (pra chamar mosca e abeia), vortou pra junto da galera e sugeriu irmos embora e voltar no dia seguinte pra ir buscá-la. Parece até que ele andou conversano com São Taê!

Outro amigo meu é uma verdadeira lêndea aqui: O cabra casou-se com uma mulé feia que só a gota! Sabe essas muié que parece avião? Quando cai? Pronto! A bichinha é feia mermo! Mas a sogra dele é a coisa mais linda deste mundo! Peeeeeense num filé! Eu acho mermo é que ele casou-se com uma pra ficar de olho na outra! Só procês terem idéia de como a bichinha é feia, outro dia ela adoeceu, aí ele levou-a ao mé(r)dico, aqui na Ilha. O mé(r)dico começou com as perguntas, daqui a pouco era um tal de "O senhor diga pro marido dela isto, diga pro marido dela aquilo..." Aí o meu amigo se arretou-se e gritou que o marido dela era ele. O mé(r)dico pediu desculpas, pois achava que ela fosse a piniqueira da casa dele. Depois perguntou se ela estava prenha. A resposta: "Não, ela é GORDA mesmo!"

Agora ocêisi me adesculpe que eu vou ali comer uma coisinha e jiboiar na rede da varanda da sogra. Antes que comece!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004

São Taê II - A Missão

Mas menino!

Num é que São Taê ainda tá se gabando da proeza que fez? Opraí o e meio que ele me mandou:

"Caro Coronel,

Muito me prestigia a sua amizade, que data desde a fundação do MFS (Movimento pelo Fim das Sogras), movimento este que fundamos junto com outros amigos e eu hoje tenho o prazer de presidir.

Quanto ao seu artigo publicado dia 17 de janeiro próximo passado, embora seja-me uma honra e alegria incomensuráveis saber de vosso pedido ao Vaticano e Padre Quededo, gostaria de fazer algumas retificações, visto que se sou santo, vossência tambem o é, bem como nossos colegas do MFS, pois apenas apliquei os métodos a tantos anos preconizados pelo nosso clube, senão vejamos:

1. Para evitar ser explorado explorei, ou seja, só aceitei levar os baús sem alça nem rodinhas comigo caso a véia pagasse 60% das despesas, mais uma pequena taxa de depreciação do carro.

2. Antes de viajar, como sempre, fiz uma revisão completa no carro com regulagem (devidamente rachada com a dita-cuja), e mandei minha digníssima e amantíssima esposa fazer uma regulagem na bagagem, para que se comportassem como se fossem gente.

3. Como o meu carrinho do coração já veio equipado com um belíssimo rack no teto para carregar a bagagem em excesso, achei por bem colocar os dois baús extras que estava levando na bagagem lá em cima, para poder liberar mais espaço na cabine para meu bacurinho poder tirar os seus cochilos sossegado em sua cadeirinha no banco de trás sem nada o apertar.

4. Ao passear pela praia de Cumbuco, no Ceará, fui tomar uma água de coco com a família numa barraca e na hora de pagar a conta constatei que tinha me esquecido da carteira e de todo o dinheiro. Como sou um homem honesto, deixei os dois lá na barraca em fiança pela despesa de 3 cocos e uma tapioca, enquanto vinha até Recife buscar a minha carteira. O danado é que já faz mais de mês que procuro a carteira e até agora nada! O barraqueiro já me ligou umas 3 vezes, dizendo que até paga pra eu ir buscá-los mas faço questão de saldar a minha dívida!

Um abraço e inté mais!"

Agora me digam: Esse Taê é ou não é profissional?
É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional! É profissional!

sábado, 17 de janeiro de 2004

São Taê

Ô esse menino! Vai ali e diz que mandei matar uma galinha de pescoço pelado bem gorda pra fazer uma cabidela aqui pro moço, que veio ouvir as minhas histórias e estórias de sogra!

Hoje vou falar de meu amigo Taê. Ou melhor, São Taê. O cabôco ou endoideceu de vez ou realmente virou santo! Num é que ele inventou de viajar de carro (foi até ao Ceará e voltou, com escalas pelo caminho) levando a sogra e o cunhado com ele? Esse cabra endoidou? O sinhô já pensou nisso? 24 horas por dia, preso dentro de um Renô Kangulo ouvindo D. Marieta-tá e Alex Kid berrando leseiras no peduvido dele? Dando pitaco em tudo? Pedindo pra parar o carro de instante em instante pra comprar tudo quanto é fruta na beira do caminho e ir fazer xixi? E dentro das cidades, quando querem "mostrar-lhe" o caminho pra nem eles mesmos sabem onde? Isso é coisa pra louco!

Por isso que vou escrever para o Vaticano e pra Padre Quededo, pedindo pra canonizar Taê. Num precisa nem beatificar antes, pois a quantidade de milagres que ele fez não tem conta! Pode ver:

1. Não matou nenhum dos dois.
2. Não fez nenhum descer no meio da estrada.
3. Não baixou o cacete em nenhum dos dois.
4. Chamou os dois pra irem com ele!
5. Nem mesmo mandou nenhum dos dois calarem a boca!

Por isso que Pai Fábio de Oitibumaré vai pedir a expulsão, ou pelo menos suspensão de Taê ao Movimento pelo Fim das Sogras, MFS.

Vôte! Depois eu volto com mais nutiças!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

Sogra 10

Pia só pra camiseta que um amarelo aqui de perto me deu:

MINHA SOGRA É 10:

10 miolada
10 dentada
10 pencada
10 aforada
10 ajeitada
10 penada
10 gostosa
10 bocada
10 equilibrada
10 trambelhada

TOTAL: 100 metros de distância.

Gravatá - PE - Brasil.

E ainda dizem que eu é que não me dou bem com sogra...

sábado, 20 de dezembro de 2003

As aventuras de Tio Juzé

Ô esse menino, vá ali buscar um refrigerante pra nóis!

Vortando ao assunto, despois de um tempão, tô aqui de vorta com a nossa coluna de todas as semana.

Quero falar hoje de um tio muito querido meu, Tio Juzé. Juzé (o nome foi mudado, como sempre, pra proteger o inocente) é um exemplo de genro. Uma vez ele vinha viajando com a famia, quando a sogra começou a gritar. Ele, é óbvio, não ligou a mínima. A véia continuou gritando. Começou a espernear, a bater, a fazer uma algazarra tão grande que ele não agüentou mais. Parou o carro, desceu, tirou a véia da mala e seguiu viagem.

Tio Juzé é um sábio. Disse que quando a sogra dele morrer ele vai enterrrá-la com o caixão virado de cabeça pra baixo. A explicação: Já imaginou que ela pega aquela doença que a pessoa se acorda no caixão e começa a cavar pra sair? Enterrando com o caixão de cabeça pra baixo, ela vai é cavar até chegar no Japão!

Outro dia um amigo nosso chegou pra Tio Juzé com uma dúvida: A dogra dele tinha morrido e ele queria saber o que fazer com ela, cremar ou enterrar. A resposta: As duas coisas. Não se pode dar moleza!

Outra de Tio Juzé: Fui perguntar a ele se era bom morar perto da sogra. Ele disse que a distância ideal pra se morar em relação à sogra é aquela em que nem ela possa vir de chinelos nem precise vir de malas.
Um abraço e inté mais!

segunda-feira, 13 de outubro de 2003

Vôte!

Outro dia li uma nutiça da Agência Reuters que dizia que o rei da Suazilândia tinha escolhido a sua 11ª esposa por vídeo e achava isso um absurdo.

O absurdo é o cabra ter 11 mulheres! Como disse Pai Fábio de Oitibumaré, já imaginou ter que aturar 11 sogras? Só mesmo sendo muito doido ou mazoquista pra agüentar tudo isso.

E sem falar na quantidade de cunhados pedindo dinheiro, enchendo a paciência, atrapalhando a hora de namorar! Vôte!

E tem tambem 11 vezes mais chanchas de levar uma gaia.

Seio não, pra que é que o cabra vai ser rei se tem essa ruma de aperreios na vida? Prefiro continuar aqui no Canadá, com uma namorada só, mas feliz!

segunda-feira, 6 de outubro de 2003

Por isso que sou contra!

Outro dia um amarelo aqui de Pombos veio me perguntar se eu era a favor desses tais de "transgencos" e "crones". Perguntei logo o que diabo era isso.

- Ah Coroné, Transgenco é quando os cientista, pra fazer um bicho ou pranta mió, colocam gene de outro bicho ou pranta no código genético do coitado que eles querem miorá. E crone é quando fazem outro bicho inguazinho a outro, na genética.

Arrespondi na bucha:

- Apois sou contra. Já imaginou, depois esse povo inventa de fazer uma mué perfeita, e ao invés de injetar os tal de genes de uma fulô pra ficar maciinha, cheirosa e delicada, injetam os genes de uma cobra! Avalie quando essa mulé for sogra, como não vai ser?

E tambem sou contra os tal dos crone. Já imaginou se inventam de sair por aí copiano as sogras do povo? Se cronam Zélia Mentirinha? Se uma peste daquelas só já é a desgraça que todo o mundo sabe, agora avalie duas!

Eu, hein? Vôte!

terça-feira, 30 de setembro de 2003

Bas noite! Tudo em ordem com vossas mercês? Espero que sim, e que a paz tenha se instalado nas suas vidas.

Hoje eu queria contar a história do meu amigo Everaldo, que para ajudar o sogro (segundo pai para ele, como ele mesmo diz) tomou conta das finanças do velho durante um tempo. Quando o velho morreu, a sogra de Everaldo o acusou de roubo e exigiu a entrega imediata de todos os talões de cheque e cartões. Ai ela torrou todo o dinheiro que tinha, e ainda hoje diz que foi Everaldo quem gastou.

Por ironia do destino, d. Jajá, a sogra de Everaldo, hoje mora metade do tempo com ele, e depende dele para sustentá-la a outra metade do tempo no asilo. Mas nem por isso deixa de ser sogra (lembra da história da ingratidão?) e sempre que pode o aperreia.

Outro dia era aniversário dela, e liguei para dar-lhe os parabéns, mas ela atendeu ao telefnoe junto de meu amigo Everaldo e foi logo dizendo que "ainda bem que eu tinha ligado, pois ninguem ainda tinha se lembrado dela". Pode? Vôte!

E o meu amigo Manfredo Bigodón comprou uma motocicleta Honda 750, a "7-galo", e veio me perguntar se eu queria comprá-la. Eu mesmo não, que do jeito que eu dirijo seria exatamente o que Zélia Mentirinha iria querer! Oxe!

Té mais e uma boa semana procês!

terça-feira, 16 de setembro de 2003

Bas Noite! Cuma é que vossas mercês tão?

Meus amigos, tem gente que diz que eu tenho implicância com sogra, que fico de fuleiragem pra cima delas, mas não é não. Sogra é bichinho ruim mesmo! Só pra dizer um exemplo, outro dia um amigo meu encontrou um anúncio de uma Funerária: Se sua sogra for uma jóia, nós temos o estojo perfeito!

Só pra citar Blanchu: Sogra é que nem cerveja, só presta gelada em cima da mesa.

Oia, vou até ali ajudar a puxar um bezerro que não quer nascer dereito e já volto, viu? Fiquem em paz, e longe de suas sogras!

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

Bas noite! Como é que Vossa Mercê tá? Espero que tudo bem, e casado cuma órfã. Se não, que Deus lhe abençoe e proteja!

Por que é como diz um amigo meu, sogra só merece ter dois dentes, um pra abrir garrafa (cum essas garrafa PET, acho que nem precisa mais desse) e o outro pra doer no final-de-semana (quando não tem dentista aberto!).

Por falar em sogra (Vôte!), outro dia eu vi um cabra dizer ao Rei Falcão que tinha sonhado com a sogra e perguntar em que bicho devia jogar, se na cobra ou na vaca. Falcão disse que ele não tinha sonhado, tinha tido um pesadelo, e que a única coisa boa de se sonhar com a sogra é poder acordar.

Eita que eu já ia m'esquecendo! Outro dia passei por Zélia Mentirinha, de Gravatá, e quase que a atropelo. Só não a atropelei por dois motivos, sendo o primeiro o medo de matá-la (lembram do SoGréia 1?) e o outro por que tinha mandado lavar o carro naquele dia, e não queria sujá-lo. Por falar nisso, PEEEENSE numa véia sebosa! A desgraçada só toma banho (de água e sabão) uma vez por ano, mas ninguém nunca vê. O resto do tempo, toma banho de perfume vagabundo, aqueles tipo "Penico de la Putê", ou "Fragrância de Gardênia". Vôte!

Oia, você fique aí pensando em umas desfeitas pra fazer com a sua maldição que eu vou ali botar ração pro gado. É pra já!

Bas noite! Aqui tô eu de volta diretamente do Canadá pra falar sobre a maior desgraça que pode infernizar a vida de um cristão: A sogra.

A esperança não é a última que morre, é a penúltima. A última é a Sogra.

Você sabia, meu caro amigo, que pela lei brasileira sogra nunca deixa de ser parente? Apois é vero! O curioso foi que quem me contou isso foi D. Mazé(la) de Maceió, minha ex-sogra, que é adevogada e casada com um (vôte!) juiz. A miserávi um dia veio toda ancha me dizer:

- Você sabia que, pela lei brasileira, quando acontece o divórcio, mulher e marido deixam de ser parentes, mas sogro e sogra não?

Respondi na bucha:

- Se o diabo inventou essa lei, Deus que é pai inventou a solução: sogra morre!

Desde esse dia ela ficou desconfiada comigo, dizendo que eu a ameacei de morte! Eu, hein? Vôte!

Teve também a da sogra de meu amigo Marley. Ele tinha se separado da esposa para se casar com a filha da bandida, que por sinal não era mais nenhuma criança (uns 26 anos). Um dia foram passar o fim-de-semana na casa da véia em Porto de Galinhas, e sabe como é casa de praia em feriadão: gente dormindo até embaixo das camas. Como não tinha mais lugar nos quartos, foram dormir em colchões no chão da sala Marley, um tio da namorada dele e a namorada. Nessa ordem. Pois num é que a véia achou de dormir em cima da mesa, repito: EM CIMA DA MESA DA SALA só pra espionar os dois? Ave Maria! Quem é que iria pensar em "brincar" naquela situação, com o tio da menina no meio?

Depois nóis conversa mais, que agora tenho que dar uns gritos num empregado lá embaixo! Vôte!


domingo, 14 de setembro de 2003

SoGréia 1

Ô esse menino! Deixe-se de leseira e venha cá, ouvir umas estórias, meu fio!

É isso aí, meu nome é Coronel Yanossauro, e estou aqui, direto do meu minifúndio, o Canadá, pra falar sobre essa praga que assola a vida de qualquer cristão: a sogra.

Por que todo o mundo sabe que sorte quem teve foi Adão, que não teve sogra. Por isso que um amigo meu disse que já sabe como encontrar a mulher ideal: num orfanato! Não que eu tenha algum problema com sogras, longe de mim. Dona Zélia Mentirinha, uma ex-sogra minha, caiu do céu ! Parece que o cabo da vassoura não agüentou o peso da bruaca e partiu-se, coisa assim... e antes dela teve uma que era a cara de uma égua aqui da fazenda. Tanto que ainda hoje a gente a chama de Dona Daianinha, se bem que a égua se irrita com a comparação.

Mas vamos lá, já que toda mulher (infelizmente) um dia vira sogra, e a gente não pode viver sem mulher, vou tirar de minha vasta experiência como genro, e da de meu amigo Taê, atual presidente do MFS (Movimento pelo Fim das Sogras), alguns conselhos úteis para a boa convivência com a sua sogra:

1.Não adianta tentar manter distância, sogra que é sogra sempre encontra uma maneira de infernizar a sua vida. Meu amigo Taê até se mudou de estado pra ver se se livrava, mas foi pior: semana sim, semana não D. Marieta ia passar uns dias lá em Maceió. Na casa dele. Notou como piorou? Às vezes até mesmo essa figura pacata e boa-praça que é o sogro encontra uma maneira de lhe aperrear, como faz o meu, que liga todas as vezes que saio com a patroa, invariavelmente às 2230, só pelo prazer de aperrear. Portanto, compre um bom par de protetores auriculares (R$2,50, em qualquer armazém de obstrução) pra não ouvir o que ela diz, óculos escuros de soldador (pra não vê-la) e siga a sua vida!

2.Nunca, jamais, em tempo algum, pense em matar a bruaca. Imagina só se quando você morrer e for pro inferno o diabo descobrir que foi VOCÊ quem mandou aquilo para atazanar-lhe a vida? Ele vai é querer vingar-se em você de tudo o que a peste fez para aperreá-lo, talvez até fazendo com que você passe o resto da eternidade ao lado dela! Agora vocês sabem por que é que Zélia Mentirinha ainda está viva (infelizmente) lá em Gravatá!

3.Se sua sogra lhe pedir dinheiro emprestado, para ficar de juízo em paz e com as costas sem doer (ô lugarzinho incômodo de se dormir, o tal do sofá), não empreste: dê logo o dinheiro, pois ela não vai pagar mesmo! E nem espere gratidão, pois essa palavra inexiste no dicionário da verdadeira sogra. Por exemplo: a cada vez que eu pagava a feira de Zélia Mentirinha, no dia seguinte ela me fazia uma desfeita, só pra provar seu mal-agradecimento.

Depois eu conto mais, que agora vou descansar na rede, antes de ir tirar o leite!